Célia Saúde depois dos 50

Meus 15 hábitos simples do dia a dia

Que bom que você comentou. No vídeo eu falei da ordem dos alimentos, que é o hábito número um daqui. Estes são os outros catorze que eu faço na minha rotina.

Não é dieta, não é proibição e não é pra fazer tudo de uma vez. Escolhe um. Faz por duas semanas até virar automático. Depois escolhe o segundo.

Na hora de comer

  1. Comece o prato pela proteína e pela fibra. Antes do arroz, do pão e da massa, coma primeiro a carne, o ovo, o feijão, a salada e o legume. É a mesma comida, na mesma quantidade, só que em outra ordem. Eu sinto diferença na disposição da tarde quando faço assim.

  2. Monte o prato pelo olho. Metade do prato de legume e salada, um quarto de proteína, um quarto de arroz, macarrão ou batata. Você não precisa medir nada nem pesar nada, é só olhar pro prato antes de sentar.

  3. Coma devagar e mastigue. Ponha o garfo na mesa entre uma garfada e outra. Refeição atropelada em cinco minutos é o que me deixa pesada depois. Comendo devagar eu percebo bem antes que já estou satisfeita.

  4. Café da manhã com alguma proteína. Pão sozinho, torrada sozinha ou tapioca sozinha me deixavam com fome de novo às dez da manhã. Um ovo, um pedaço de queijo, um iogurte natural ou um resto de frango do jantar mudam a manhã inteira.

  5. Lanche da tarde de comida de verdade. Aquele biscoito das quatro da tarde é o que faz a energia despencar às cinco. Eu troquei por fruta com um punhado de castanha, ovo cozido, queijo branco ou iogurte natural.

  6. Fruta inteira em vez de suco. A fruta inteira tem a fibra e me deixa satisfeita. O suco, mesmo o natural feito na hora, é o doce sem a fibra. Aqui em casa suco virou coisa de fim de semana e a fruta é de todo dia.

  7. Água ao longo do dia, não tudo de uma vez. Eu deixo uma garrafa cheia na bancada da cozinha de manhã e a meta é ela acabar até a noite. Um copo ao acordar, um copo antes de cada refeição, e o resto vai indo. Muita vontade de beliscar que eu sentia era só sede.

No mercado

  1. Vire o pacote antes de pôr no carrinho. Olhe a linha de "açúcares totais" e a lista de ingredientes. Se açúcar, xarope de glicose, maltodextrina ou dextrose estiverem nos três primeiros da lista, aquilo é um doce, mesmo que a embalagem diga fitness ou integral.

  2. Cuidado com os "saudáveis" da prateleira. Suco de caixinha, granola pronta, barra de cereal, iogurte de sabor e pão integral de pacote são os que mais me enganaram durante anos. Não é que sejam proibidos: é que eu achava que estava comendo uma coisa e estava comendo outra.

À noite

  1. Jantar mais cedo. Eu janto entre sete e oito da noite, e não às dez. Dormir logo depois de comer me deixava com o sono ruim e a manhã seguinte pesada.

  2. Feche a cozinha depois do jantar. Escovar os dentes logo depois de jantar é o meu sinal de que a cozinha fechou. O beliscar da madrugada, da bolacha, do resto de doce, era o que mais atrapalhava a minha noite.

  3. Hora de deitar parecida todos os dias. Dormir mal me dá mais vontade de doce no dia seguinte, isso eu sinto na pele. Deitar e levantar mais ou menos no mesmo horário e tomar sol na varanda de manhã cedo me ajudam a pegar no sono à noite. E o último café do dia é no começo da tarde, nunca depois disso.

Mexer o corpo, sem academia

  1. Caminhada leve depois do almoço. Dez, quinze minutos, no ritmo de conversa, não é corrida nem é treino. Pode ser dar uma volta no quarteirão ou andar dentro de casa. Pra mim, é o hábito que mais mudou a tarde.

  2. Não fique duas horas seguidas sentado. Eu ponho o despertador do celular pra tocar de hora em hora e levanto pra beber água, esticar as pernas ou pôr uma roupa no varal. Dois minutos em pé, e sento de novo.

  3. Escada e cadeira são o meu treino de perna. Subir um lance de escada devagar e levantar da cadeira sem apoiar as mãos no braço dela. Perna forte é o que mantém a gente andando com firmeza depois dos cinquenta, e dá pra treinar isso na sala de casa.

O décimo sexto, que não é um hábito de cozinha

Isso aqui tudo é o que eu faço na minha casa, e não substitui nada do que o seu médico acompanha. Faça seus exames no prazo que ele pediu. E anote no papel, durante a semana, as perguntas que você quer fazer, porque na hora da consulta a gente sempre esquece. Chegar com a lista na mão vale mais que qualquer conselho meu.