Minhas 30 receitas de aproveitamento
Que bom que você comentou. Aqui estão as trinta coisas que eu faço com o que quase todo mundo joga no lixo: a parte branca da melancia, o talo, a casca, a folha e a sobra de ontem.
Comece pelas seis primeiras, que são da melancia, que foi o assunto do vídeo. O resto você vai usando conforme aparecer na sua pia.
A melancia inteira
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Parte branca refogada, igual abobrinha. Descasque a parte verde escura de fora e fique só com a parte branca firme. Corte em cubinhos ou em tirinhas. Refogue com alho, cebola e um fio de óleo, tampe e deixe uns oito minutos em fogo baixo. Sal e cheiro verde no fim. Fica com gosto e textura de abobrinha, e o custo é zero.
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Picles rápido da parte branca. Corte a parte branca em tirinhas finas e ponha num pote. Ferva meio copo de vinagre com meio copo de água, uma colher de chá de sal, umas rodelas de cebola e uns grãos de pimenta. Despeje quente por cima e tampe. No dia seguinte já está bom e dura duas semanas na geladeira. Vai bem com carne e com feijão.
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Doce da parte branca em calda. É o doce que minha mãe fazia. Corte a parte branca em cubos, deixe de molho em água por umas horas e cozinhe em fogo baixo com açúcar e cravo até ficar transparente. Isso aqui é doce de festa, de domingo com visita, não é coisa de todo dia.
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A parte branca no suco. Bata a polpa vermelha junto com um punhado da parte branca picada e um pouco de água. Rende bem mais suco pela mesma melancia e o sabor quase não muda. Coe se quiser, mas coado perde a fibra.
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Gelo de melancia. Melancia que sobrou cortada e já está aguada: bata e congele na forma de gelo. Depois use esse gelo no suco no lugar da água, que assim o suco não fica ralo.
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Semente de melancia tostada. Lave as sementes, seque bem no pano, espalhe numa assadeira com um fio de óleo e uma pitada de sal e leve ao forno médio por uns quinze minutos, mexendo no meio. Vira petisco crocante pra comer no lugar do salgadinho.
Talos e folhas que ninguém aproveita
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Talo de couve. Não jogue o talo grosso fora. Pique bem fininho, quase moído, e refogue junto com a folha, só que jogando o talo primeiro, uns três minutos antes. Fica macio e ninguém percebe.
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Talo de brócolis. Descasque a parte dura de fora com o descascador de batata. O miolo é doce e macio. Corte em rodelas e refogue junto com as flores, ou rale cru na salada, que fica parecido com repolho.
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Folhas e talos da couve-flor. As folhas verdes em volta são comestíveis e boas. Pique e cozinhe junto com o arroz nos últimos dez minutos, ou jogue na sopa. Nem parece que veio do que sobrou.
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Folha de cenoura. Aquele maço verde em cima da cenoura vira refogado com alho, vai na sopa, ou vira farofa: pique bem fino, refogue no óleo com alho e junte a farinha de mandioca no fim.
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Folha de beterraba. Refogue igual couve, com alho e um pouco de sal. O sabor é parecido com o do espinafre.
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Talos de salsinha e cebolinha. Aquele restinho de talo que você corta fora vai amarrado com barbante dentro da panela de feijão ou da sopa. Cozinha junto, dá sabor, e você tira antes de servir.
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Verdura murcha volta à vida. Alface, couve, rúcula e cheiro verde que amoleceram: mergulhe em água bem gelada por quinze minutos e depois seque. A folha absorve água e enrijece de novo. Só não faz milagre em folha que já escureceu.
As cascas
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Casca de batata crocante. Lave muito bem as batatas antes de descascar e guarde as cascas. Misture com um fio de óleo e sal e asse em forno alto até dourar, uns vinte minutos. Fica crocante e substitui a batata frita do lanche.
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Casca de abóbora. Não precisa descascar abóbora nenhuma se ela for cozida. Lave bem, corte com casca e cozinhe: a casca fica macia, tem fibra e o refogado fica mais bonito.
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Semente de abóbora tostada. Mesma coisa da melancia: lava, seca, sal, um fio de óleo e forno médio até estalar. Guarde num pote fechado e coma um punhado no lugar do biscoito.
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Casca de banana desfiada. Escove bem as bananas na água antes, porque a casca é o que mais pega sujeira. Tire as pontas, cozinhe as cascas em água por dez minutos, raspe a parte branca de dentro com a colher e desfie com o garfo. Refogue com alho, cebola, tomate, colorau e cheiro verde. Vira recheio de torta, de pastel e de sanduíche.
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Refresco da casca de abacaxi. Lave bem a casca, ferva em uma panela de água com um pedaço de gengibre e umas cascas de laranja por vinte minutos. Coe, deixe esfriar e leve à geladeira. É a bebida mais barata que existe e não precisa de açúcar se o abacaxi estava maduro.
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Raspa de laranja e de limão no congelador. Antes de espremer qualquer laranja ou limão, rale a casca por fora, só a parte colorida. Guarde num potinho no congelador. Uma colherzinha disso levanta bolo, peixe, frango e até o arroz.
O que vira base pra outra comida
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O saco de caldo. Deixe um saco no congelador e vá jogando lá dentro: pontas de cebola, cascas de cenoura, talo de salsinha, miolo de pimentão, casca de alho, folha de alho-poró. Quando encher, ferve tudo em bastante água com uma folha de louro por quarenta minutos e coa. Congele em potinhos. É caldo de verdade, sem sal e sem custo.
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Bagaço do suco. Aquilo que fica na peneira quando você coa o suco de laranja ou de cenoura não é lixo, é fibra. Misture na massa de bolo, na panqueca ou no feijão. Ninguém percebe e a comida rende mais.
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Tomate passando do ponto. Aqueles tomates moles que ninguém quer comer na salada: corte em quatro, refogue com alho, cebola e sal por vinte minutos, amasse e congele em potinhos. Molho pronto pro macarrão da semana.
O pão
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Farinha de rosca de verdade. Pão duro, sobra de baguete, ponta de pão de forma: leve ao forno baixo até secar completamente, deixe esfriar e triture no liquidificador. Guarde num pote fechado. Serve pra empanar e pra gratinar.
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Crouton pra sopa. Corte o pão amanhecido em cubinhos, misture com um pouco de azeite, alho amassado e orégano e asse até dourar. Guardado num pote, dura a semana e transforma qualquer sopa de legume.
As sobras da geladeira
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Bolinho de arroz. Arroz de ontem misturado com um ovo, um pouco de farinha de trigo, queijo ralado e cheiro verde. Faça bolinhas e asse no forno quente até dourar, ou frite. Sobra de arroz nunca mais é problema.
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Arroz de forno e canja. O arroz que sobrou também vira arroz de forno com o que tiver na geladeira, ou engrossa uma canja de frango com cenoura no fim de semana.
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Caldinho de feijão. Aquele resto de feijão no fundo da panela: bata no liquidificador com um pouco de água, esquente de novo, ajuste o sal e sirva com cebolinha por cima. Vira jantar leve com pão.
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Macarrão de forno. Sobra de macarrão misturada com dois ovos batidos, queijo e tomate picado, tudo numa forma untada e vinte minutos de forno. Sai uma torta que serve duas pessoas.
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Frango ou carne desfiada de segunda vida. O resto do frango assado ou da carne de panela, desfiado e refogado com tomate, cebola e cheiro verde, vira recheio de sanduíche, de panqueca, de escondidinho com purê por cima ou de sopa.
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Fruta passando do ponto. Não jogue fora: descasque, corte em pedaços e congele num pote. Serve pra vitamina o mês inteiro. E se quiser, cozinhe a fruta bem madura amassada em fogo baixo até engrossar: vira um doce pastoso só da própria fruta, sem precisar de mais nada.